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04 março 2019

E quando a gente menos espera...

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E quando a gente menos espera...







-Eu te amo.


Aquelas palavras pegaram Ana de surpresa. Andrew a encarava com espectativa, e ela sabia que precisava responder, dizer algo, qualquer coisa que fosse, para quebrar aquele silêncio que, de alguma forma, já beirava o constrangimento. Mais do que isso, ela queria abraçá-lo, beijá-lo e gritar o quanto estava feliz por, finalmente, ouvir o que esperou por tanto tempo.
Enquanto olhava nos olhos de Andrew, as lembranças voltavam com uma força absurda. Ana lembrou da primeira vez em que seus olhares se cruzaram. Andrew estava lindo vestindo jeans e uma camisa pólo azul claro, que combinava perfeitamente com seus olhos, e seu cabelo ganhara uma coloração acobreada sob a luz do sol.
Ana lembrou, também, de como suas mãos se encaixaram perfeitamente quando Andrew a ajudou a levantar, depois ter sido atropelada por um skatista descuidado, que ignorou o fato de o parque ter uma pista de skates para evitar esse tipo de acidente.
Ela lembrou de todos os momentos que passaram juntos desde então, e de como seria o futuro deles a partir desse instante. Tentou imaginar como seria sua vida de casados. Uma bela casa com dois quartos, uma cerca branca e um grande jardim para que seus dois filhos, Bianca e Leonardo, e seu cachorro Thor, pudessem correr e brincar pelo tempo que quisessem.
Ela o acordaria todos os dias com um beijo, e esperaria por ele com um belo jantar para  que ele pudesse relaxar após um estressante dia de trabalho. Eles assistiriam filmes nas sextas-feiras à noite e passeariam com as crianças nos finais de semana. Todos os dias seriam como uma bela manhã de natal.
Ana foi arrancada de seus devaneios quando sentiu as mãos de Andrew em seu rosto. Ela percebeu a confusão em seu olhar, e quis imediatamente reconfortá-lo. Dizer que todos os dias que eles passaram juntos foram os melhores da vida dela. Que, com ele, sentia-se amada e segura, e que tudo ao seu lado ficava mais bonito. Que, naquele momento, ela tinha tudo o que precisava para ser feliz, e que foi quando seus olhos se cruzaram pela primeira vez, que ela começou a viver.
Um filme passou pela cabeça de Ana, até que o nó na gargante se desfez, e ela finalmente conseguiu responder - Eu também amo você.

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