About Me

13 novembro 2018

O mundo em que estamos vivendo: Questão de opinião ou fanatismo intolerante?

| |



Se tem um assunto que eu definitivamente não gosto de falar, é sobre política. Não dou opinião. Talvez, em um almoço em família entre sorrisos frouxos e um bom churrasco, eu possa falar sobre minha visão de assuntos mais sérios que afligem a sociedade. Fora de casa, nem pensar. Não importa o quão imparcial você tente ser, qualquer comentário hoje está fadado à discórdia. Ao que parece, "intolerante" é a palavra da vez. Você não gosta disso? É intolerante. Você é contra aquilo? É intolerante. Você não concorda comigo? É intolerante.

Confesso que o que me fez ter vontade de redigir esse texto foram os últimos acontecimentos envolvendo essas eleições que, oficialmente acabaram, mas que parecem não ter fim. Amizades foram desfeitas, brigas tomaram conta das redes sociais e até familiares começaram a se odiar simplesmente por não aceitarem a opinião alheia.

 Porém, a situação política do nosso país é só uma ponta do iceberg, a gotinha d’água que fez transbordar um copo que há muito tempo estava cheio. O problema não é somente a política. Pare para pensar um pouco e perceberá que hoje brigamos por praticamente tudo. E o que causa isso? O maldito fanatismo. As pessoas desaprenderam a gostar das coisas e criaram uma onda de idolatria ao extremo. Se você gosta, você ama acima de tudo e se você não gosta, você odeia com todas as forças. Se você ama isso, tem que odiar aquilo. Uma breve pesquisa pelo Youtube e você verá o quão verdade é isso.

Hoje o mundo é 8 ou 80, é amor ou ódio, são sentimentos extremos à flor da pele que levam a uma eterna guerra para ver quem está com a razão. O importante é estar certo. Mas quem define o que é certo? A beleza da liberdade é ter o direito de pensar diferente, de fazer diferente, de mudar de ideia e de mudar de novo, simplesmente porque podemos. Eu posso ter uma opinião e você também. E está tudo bem se elas forem diferentes, desde que haja respeito. Respeitar a opinião do próximo não obriga você a concordar com ela.

Talvez seja por toda a maldade e negatividade que vemos dia após dia que o fanatismo tomou conta do mundo. Seria uma forma de tentar proteger o que se tem a todo custo. Talvez a leveza nos sentimento e a tranquilidade de espírito tenha sido levada embora pela correria do dia-a-dia  e no lugar tenha ficado esse sentimento de raiva que hoje assola a população. Mesmo assim, eu acredito que isso pode mudar, que um dia as pessoas saberão lidar com as diferenças, saberão aceitar o que não conhecem e aprenderão  a viver em harmonia independente das divergências. Eu acredito. Eu preciso acreditar.


Um comentário:

  1. Eu acho que em momentos tão difíceis que o povo brasileiro vive hoje é importante se politizar, entender mais, e não viver à parte disso. Saber discutir é saudável, mas infelizmente há extremismos de todos os lados, visões muito maniqueístas (o meu lado é o do bem, o seu lado é o do mal) e o pior de tudo, a discórdia. Eu tenho meu posicionamento, mas eu não deixo de respeitar o meu próximo, porque eu acredito que todo mundo tem seu modo de pensar e seu processo de aprendizado neste mundo. É delicado, mas é tempo de aprender com tudo isso. Todos nós. Beijos!

    Jess
    http://www.solsticio.com.br

    ResponderExcluir